A Cooperativa Árvore tem o prazer de inaugurar a exposição de Albuquerque Mendes “O Lugar da Casa” a 20 de Março de 2015, pelas 22h00.
Albuquerque Mendes é uma figura ímpar e incontornável no panorama da arte contemporânea portuguesa.
O elemento aglutinador desta exposição (escultórico e alegórico) é uma casa sobre a qual toda a exposição se desenvolve e se consubstancia.
É nas palavras de Albuquerque Mendes que encontramos o sentido desta mostra:
“O lugar da casa é o sítio para onde todos voltamos no fim do dia. Esse sítio de onde trazemos os cheiros das recordações da infância para o desencanto da vida.
O sagrado do espaço torna-se cósmico. Quando olhamos os quartos a sala, onde jantamos, ficamos com a sensação que tudo tem um sítio perene. É sobre essa matéria de que é feita esta exposição. Esta percepção só se completa quando olhamos a planta da casa do arquitecto Alcino Soutinho”.
Acerca da obra de Albuquerque Mendes diz-nos Bernardo Pinto de Almeida:
“[…] Como vimos, na obra de Albuquerque Mendes a ideia de tradição surge associada a uma dupla vertente de construção/desconstrução. Tenha isso lugar na performance, na pintura ou na instalação que o artista igualmente tem praticado longamente ao correr dos anos, de modo complementar. E, se podemos dizê-las complementares, é porque na obra de pintura se assiste ao regresso de temas experimentados antes nas performances e vice-versa, uma na outra prática se plasmando quase que osmoticamente. […]
Assim, na sua pintura procedeu o artista a um levantamento obsessivo de alguns mitos do imaginário popular tradicional português, povoado de freiras ou de interiores de igrejas, de cristos e de auto-retratos, representados ambivalentemente entre a irrisão e o fascínio […]”.
Albuquerque Mendes nasceu em Trancoso em 1953.
Hoje vive e trabalha em Leça da Palmeira.
Em 2001 o Museu de Arte Contemporânea de Serralves realizou a primeira exposição antológica de Albuquerque Mendes: “Confesso”.
Em 2005 o Museu de Museu de Arte Contemporânea de Niterói, Brasil, realizou a exposição antológica do artista “Natureza e Crueldade.”
Pertenceu ao grupo Puzzle desde a sua criação, em 1976, até à sua última exposição em 1980. Fundou com Gerardo Burmester a Associação de Arte, Espaço Lusitano, um dos mais dinâmicos lugares de revelação da jovem arte portuguesa em meados da década de 80.
Frequentou o Circulo de Artes Plásticas de Coimbra (CAPC) entre 1970 e 1975.
Realizou a sua primeira exposição individual em 1971. Criou a sua primeira intervenção/performance: “A Arte é Bela, tudo é belo” para o 1000011º Aniversário da Arte, em 1974, no CAPC.
Em 1975, na segunda edição dos Encontros Internacionais de Arte, realizada em Viana do Castelo, apresentou o seu primeiro ritual/ performance.
Participou em inúmeras mostras individuais e colectivas, dos quais salientamos as últimas:
“Paradoxos Degenerados: entre acções, pensamento e obras, na Carp Diem” – Arte e Pesquisa (Lisboa, Portugal, 2014); “Festim”- Galeria Graça Brandão (Lisboa, Portugal, 2013).
No contexto desta exposição será editada uma serigrafia da autoria de Albuquerque Mendes - Beijo, 2015; 55x37 cm; 60 exemplares - executada na Oficina de Serigrafia da Árvore, a ser lançada no dia da inauguração.
A ver até 2 de Maio de 2015.

Ver mais exposições