O NATAL NA ÁRVORE 2014 06/12-31/12

O Natal na Árvore tem sido, através do tempo, uma tradição de originalidade através da mostra de surpreendentes obras de arte que fazem com que muitos não resistam a uma visita ao Passeio das Virtudes.
A originalidade é um critério que permanece, ao longo dos anos, na selecção das peças apresentadas ao público.

Este ano, para além da habitual exposição Colectiva de Pintura, Desenho e Escultura, Cerâmicas, Bijuteria e Artesanato Urbano, temos como novidade a mostra de:

- Artesanato de Estremoz



- Peças da Burel Factory (100% Lã | 100% Português)
Burel Factory - Fazer progredir uma arte, uma tradição, um ofício. Reinventar um património à medida do presente.
Tudo começou em 2010 na vila portuguesa de Manteigas, na Serra da Estrela, numa sala da antiga fábrica Lanifícios Império – a 'Sala das Linhas' –, com o intuito de trabalhar o tecido mais tradicional na indústria de lanifícios local – o Burel.
Aí se pensou em pôr em prática um projecto sustentável, especial e único, cheio de alma e paixão, onde cada peça que produzimos é um pedaço da história do saber, de uma indústria… da sua própria história.
Assim nasceu a Burel Factory, com o forte empenho de manter vivo mas também reinventar o valor das riquezas da região, combinando a arte e o saber dos tecelões da vila com o design de hoje, criando peças originais, de traço contemporâneo, invadindo casas, escritórios, hotéis, empresas, em forma de tapetes, almofadas, fundos de cama, bancos, revestimentos de parede, mochilas, sacos, criando as suas peças!
O Burel é um tecido artesanal português, de origem serrana, feito totalmente de lã.
Depois de carmeada e cardada, a lã transforma-se em mecha. A mecha é torcida na fiação e transforma-se em fio. Este passa pela urdideira originando a teia. O tear transforma a teia em xerga. A xerga passa pelo batano e por outros tratos e transforma-se finalmente em burel.
O Burel é um tecido muito resistente e versátil que, das capas e casacos para os dias de chuva, neve e frio na montanha, evoluiu para inúmeras ideias e soluções de design, acompanhadas por uma vasta gama de texturas, padrões e cores.

- Exposição “Galos à Moda do Porto” – intervenções originais de vários artistas plásticos.
Diz a lenda, que os habitantes de Barcelos andavam assustados com um crime cometido por um delinquente desconhecido e que as autoridades policiais ainda não o tinham identificado.
Um galego de passagem em peregrinação para Santiago de Compostela, tornou-se suspeito, foi preso, condenado à forca, de nada valendo os seus protestos de inocência. Em desespero, pediu para ser levado à presença do magistrado que o condenara, que nesse momento almoçava com amigos.
O galego insistiu na sua inocência, jurou, chorou, pediu ao juiz para rever a sentença. Constatando a irredutibilidade da posição do juiz, vira-se para os presentes apontando o galo assado em cima da mesa, exclamou com a voz embargada pela comoção: “é tão verdade eu estar inocente como é certo este galo cantar quando me estiverem a enforcar”.
Para espanto e incredulidade de todos os participantes no almoço, quando o carrasco estava a proceder ao enforcamento, o galo levantou-se e cantou. O juiz constatando o seu erro correu a tentar salvar o inocente que, graças a um nó mal feito, tinha escapado da terrível sentença.
O galego, esse ficou esquecido, mas o galo faz as delícias dos turistas e é um ícone dos barristas de Barcelos e desta cidade. 

Numa visão mais actual a Árvore vai lançar uma colecção de galos intervencionados por vários artistas plásticos convidados a participar, pintando os galos numa colaboração com a oficina de cerâmica da Árvore.
Foram convidados Acácio de Carvalho, Carlos dos Reis, Daniel Castanheira, Elsa Lé, Evelina Oliveira, Isabel Braga, José Rosinhas, Manuel Malheiro, Paula Fidalgo, Susana Bravo, Teresa Pacheco, Vítor Silva.



- Exposição “Repúblicas”
Intervenções originais de Acácio de Carvalho, Albuquerque Mendes, Armando Alves, Carlos dos Reis, Evelina Oliveira, Joana Rêgo, José Emídio, José Rosinhas, Luís Melo, Luísa Gonçalves, Manuela Bronze sobre fundo serigráfico dum busto da República de autor desconhecido, em depósito na Escola de Artes Decorativas Soares dos Reis, Porto.
A nossa montra de Natal mantém, ainda, a preços especiais, as Edições exclusivas da Árvore: objectos, livros, álbuns de arte, obra gráfica e peças de cerâmica.


Horário:
6 a 31 Dezembro
Segunda a Sexta 10h00-12h30 | 14h30-19h00
Sábados 15h00-19h00
24 e 31 Dez 10h00-13h00
Encerra aos domingos e feriados