Prova de Artista 2026

Prova de Artista: a gravura como prática viva e contemporânea

Ao longo de julho de 2026, a Cooperativa Árvore acolhe a Prova de Artista — Encontro Internacional de Gravadores, Impressores e Editores, projeto dedicado à prática contemporânea da gravura, da impressão artística e da edição.

A Prova de Artista afirma-se como espaço de criação, experimentação e partilha de saberes técnicos, articulando residências artísticas, demonstrações públicas, oficinas, exposição e feira de edições. Ao longo de cinco semanas, artistas de diferentes geografias desenvolvem trabalho em diálogo com os espaços da Cooperativa, os meios técnicos disponíveis e a comunidade artística envolvente.

Esta edição tem como eixo temático a deriva, entendida como deslocação, exploração e percurso aberto. Tal como no processo da gravura, também aqui a imagem se constrói por provas sucessivas, variações, desvios, erros e recomeços. A noção de “prova de artista” é, assim, entendida não apenas como etapa técnica, mas como experiência partilhada, teste de processos e marca autoral.

O programa reúne seis artistas internacionais: Marta Belkot, Samuel Ornelas, Costanza Givone, Kasia Harciarek, Benjamin Courtault e Raphaelle Faure-Vincent. Cada artista desenvolve uma residência artística aberta ao público, realiza uma demonstração ou apresentação técnica pública, participa numa exposição coletiva e doa uma obra original à Cooperativa Árvore, contribuindo para a criação de um arquivo vivo do festival.

A programação inclui ainda várias oficinas dirigidas a públicos distintos. Entre elas, destacam-se À deriva no arquivo, oficina de cianotipia entre o Jardim das Virtudes e o Arquivo da Foto-Comercial Teófilo Rego; Marcador, alumínio, ácido, dedicada à gravura não tóxica; Estado único — impressão irrepetível, centrada na monotipia; e Cartografias de bolso, oficina de fotogravura a partir de fragmentos urbanos.

Nos dias 25 e 26 de julho, a Prova de Artista integra ainda uma Feira de Edições, dedicada à gravura, aos livros de artista, aos múltiplos e às publicações independentes. Este momento promove o contacto direto entre artistas, editores e público, valorizando a circulação de edições e o apoio a práticas editoriais independentes.

OFICINAS 

Oficina de cianotipia
16 julho – 11h às 12h30
Casa da Imagem

“À deriva no arquivo”
Entre o Jardim das Virtudes e o Arquivo da Foto-Comercial Teófilo Rego

Máx. 12 pessoas | a partir dos 7 anos

Sujeita a haver sol

local : Jardim das virtudes e pátio da Cooperativa Árvore

Oficina de gravura não tóxica
17 julho – 11h às 12h30
Kasia Harciarek

“Marcador, alumínio, ácido”

Máx. 8 pessoas | a partir dos 15 anos

local : sala B Cooperativa Árvore

 

 

Oficina de monotipia 
25 e 26 julho – 10h30 às 12h30
Marta Belkot e Benjamin Courtault

“Estado único — impressão irrepetível”
Na monotipia não existe segunda vez. Cada gesto deixa uma marca que nunca mais se repete, aquela impressão, aquele momento, aquele estado.
Conduzida por Marta Belkot e Benjamin Courtault, esta oficina propõe uma exploração prática da monotipia através da experimentação, do desenho e da impressão. Um encontro em dois tempos para descobrir como uma imagem pode surgir, transformar-se e desaparecer, deixando apenas o vestígio da sua passagem.
No final, cada participante levará consigo uma impressão original, um estado único, irrepetível e exclusivamente seu.

Máx. 12 pessoas | a partir dos 15 anos
local : sala B Cooperativa Árvore

Demonstração de fotogravura
29 julho – 11h às 12h30
Raphaelle Faure

“Cartografias de bolso”
A partir de uma selecção de fotografias em pequeno formato produzidas pela artista, os participantes serão convidados a imprimir mini fotogravuras da artista Rapahelle Faure inspirados em fragmentos da cidade de São Paulo. A actividade busca promover uma aproximação sensível com o território por meio da imagem impressa, compartilhando processos artísticos desenvolvidos ao longo da residência. No final, cada participante levará algumas impressões, reunindo diferentes olhares sobre a cidade em um formato que cabe na palma da mão.

Máx. 10 pessoas | a partir dos 10 anos
local : sala gravura Cooperativa Árvore

RESIDÊNCIA ARTÍSTICAS 

Residência I
Marta Belkot

Residência II
Samuel Ornelas e Costanza Givone

Residência III
Kasia Harciarek

Residência IV
Benjamin Courtault

Residência V
 Raphaelle F. Vincent

Residência I  – Marta Belkot

Marta Belkot – Polónia/Portugal .
Nascida em 1989, artista visual e investigadora polaca, é doutorada pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, onde concluiu o projeto de doutoramento intitulado “Przemieszczenie” (Displacement): paper and enamel within a print-based practice, com o apoio da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (SFRH/BD/149042/2019). Obteve Mestrado Integrado em Artes Visuais, com diploma em Gravura e Desenho (2016), na Academia de Belas Artes de Katowice, Polónia. Estudou também na Academia de Belas Artes de Łódź, na Escola Nacional Superior de Arte e Design de Limoges (intercâmbio no âmbito do doutoramento) e na própria Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, Portugal (ERASMUS). Atualmente leciona na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, onde ensina na área da gravura, desempenhando igualmente funções como técnica especializada. Enquanto artista visual, centra a sua prática no conceito de “deslocamento”, trabalhando a partir do autodeslocamento — através do seu alter ego — e em diálogo com deslocados locais, criando objetos, desenhos, fotografias, filmes e grafismos.

Residência II – Samuel Ornelas e Costanza Givone

Samuel Ornelas – Portugal/Brasil
Gravurista e artista plástico luso-brasileiro. É autor de “Formas Feitas De Nevoeiro Vivo” apresentado no Museu do Côa, Portugal (2024).

Costanza Givone – Itália/ Portugal
Mestre em Artes Cénicas e pós-graduada em Dança Contemporânea pela ESMAE (Porto), estudou no CEM (Lisboa), no Centro de Aperfeiçoamento em Dança Contemporânea de Florença e no Teatro del Giglio (Lucca). Destaca em seu percurso os artistas N. Karpov, V. Sieni, S. Bucci, S. Neuparth, P. M. Dietz, V. Mantero, A. Merkushev (companhia Derevo), Gey Pin Ang, G. Bartolomei (voz), e os coreógrafos e encenadores Madalena Victorino, Aldara Bizarro, André Braga e Cláudia Figueiredo, com os quais trabalhou como intérprete. Em 2006, co-fundou a companhia Zaches Teatro. Os espetáculos One Reel e Faustus! Faustus! receberam prêmios nacionais (Itália) e internacionais. Desde 2012, foca-se na criação transdisciplinar e desenvolveu os projetos “Astra 8”(estreia no FIMP), ”Micélio” e “Micorrizas” (co-produção Artemrede), Mulher-romã (Criatório 2022), Exposição (TMP, Porto, 2021), Fogo Lento (vencedor da Bolsa Isabel Alves Costa 2018), Famílias, Tempo Rói, Santas de Roca ( co-produção Artemrede) e Salomé ha Perso il Lume (finalista do Prémio Scenario). Em 2021, criou com Sofia Arriscado “Lapso”, um vídeo experimental que ganhou o Prémio Aquisição Fundação EDP/MAAT no Festival Fuso 2021 e o Prémio Aquisição da Bienal de Cerveria 2022. Desde 2019, é diretora artística da Fogo Lento – associação cultural, e tem centrado a sua pesquisa na relação entre humanos e o mais-que-humanos, com o objetivo de promover práticas de regeneração por meio da arte. Assumiu a direção artística e as oficinas nas escolas do projeto “Congerminar”.

Residência III – Kasia Harciarek

Samuel Ornelas – Portugal/Brasil
Gravurista e artista plástico luso-brasileiro. É autor de “Formas Feitas De Nevoeiro Vivo” apresentado no Museu do Côa, Portugal (2024).

Costanza Givone – Itália/ Portugal
Mestre em Artes Cénicas e pós-graduada em Dança Contemporânea pela ESMAE (Porto), estudou no CEM (Lisboa), no Centro de Aperfeiçoamento em Dança Contemporânea de Florença e no Teatro del Giglio (Lucca). Destaca em seu percurso os artistas N. Karpov, V. Sieni, S. Bucci, S. Neuparth, P. M. Dietz, V. Mantero, A. Merkushev (companhia Derevo), Gey Pin Ang, G. Bartolomei (voz), e os coreógrafos e encenadores Madalena Victorino, Aldara Bizarro, André Braga e Cláudia Figueiredo, com os quais trabalhou como intérprete. Em 2006, co-fundou a companhia Zaches Teatro. Os espetáculos One Reel e Faustus! Faustus! receberam prêmios nacionais (Itália) e internacionais. Desde 2012, foca-se na criação transdisciplinar e desenvolveu os projetos “Astra 8”(estreia no FIMP), ”Micélio” e “Micorrizas” (co-produção Artemrede), Mulher-romã (Criatório 2022), Exposição (TMP, Porto, 2021), Fogo Lento (vencedor da Bolsa Isabel Alves Costa 2018), Famílias, Tempo Rói, Santas de Roca ( co-produção Artemrede) e Salomé ha Perso il Lume (finalista do Prémio Scenario). Em 2021, criou com Sofia Arriscado “Lapso”, um vídeo experimental que ganhou o Prémio Aquisição Fundação EDP/MAAT no Festival Fuso 2021 e o Prémio Aquisição da Bienal de Cerveria 2022. Desde 2019, é diretora artística da Fogo Lento – associação cultural, e tem centrado a sua pesquisa na relação entre humanos e o mais-que-humanos, com o objetivo de promover práticas de regeneração por meio da arte. Assumiu a direção artística e as oficinas nas escolas do projeto “Congerminar”.

Residência IV – Benjamin Courtault

Benjamin Courtault – França
Artista gráfico radicado em Limoges (França). O seu trabalho tem origem no desenho, seja de observação ou imaginado, onde a dimensão narrativa ocupa um lugar central. As noções de multiplicidade e edição constituem um eixo fundamental da sua investigação e prática artística.
Formado em diversas técnicas de gravura, tanto tradicionais como contemporâneas, o seu processo criativo explora as limitações técnicas de cada meio, que desafia e reinterpreta para produzir formas gráficas singulares.
Com formação em ilustração, colabora com o meio editorial e a imprensa, mantendo simultaneamente uma prática ativa no contexto da microedição contemporânea.

Residência V – Raphaella Faure-Vincent

Raphaella Faure Vincent – França / Brasil
Artista visual formada pela Escola de Belas Artes de Annecy (França), onde concluiu o Diplôme National Supérieur d’Expression Plastique em 2009 (mestrado). Durante a graduação, recebeu a bolsa regional Explora, que possibilitou uma pesquisa em intervenção urbana no Brasil em 2008.
Em 2011 participou da residência artística da FAAP e, desde então, vive e trabalha em São Paulo. Participou de exposições e projetos no Brasil e na França, entre eles Linha da Cultura – Arte no Metrô (Estação Trianon-MASP, 2012), o concurso Arte Impressa do Goethe-Institut (2016) e a exposição Experiencities na Galeria Umcebo (Paris, 2017). Realizou duas exposições individuais em São Paulo, incluindo O centro nada retém (Casa Galeria, 2018).
Desenvolve uma prática multidisciplinar que transita entre escultura, intervenção urbana e arte impressa, com forte diálogo com a cidade e o grafismo urbano. Desde 2012 integra o Atelier Piratininga, onde atua em projetos coletivos e desenvolve pesquisas em fotogravura.

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